domingo, 17 de agosto de 2014

Radiação Cósmica.

Trecho Retirado 

RADIAÇÃO CÓSMICA
O tema da radiação cósmica tem um lugar tão destacado no trabalho de Lakhovsky que requer algumas notas introdutórias. Apenas as mais resumidas linhas gerais deste aspecto da cosmografia podem ser dadas aqui, mas a sua importância no cenário universal em relação aos processos biológicos deve sempre vir à mente.
O estudo dos raios cósmicos é de origem comparativamente recente. com as primeiras publicações importantes tendo sido publicadas em 1900. Desde então este assunto tem atraído a atenção de investigadores famosos na Europa e na América.
No estudo da radiação cósmica os físicos americanos tem desempenhado um papel de destaque. É largamente devido aos trabalhos do professor Millikan e seus associados que o conhecimento dos raios cósmicos tem feito rápidos progressos.
Raio cósmico é o nome dado à radiação altamente penetrante que viaja através da atmosfera terrestre e emanando do espaço interestrelar.
iGmdo Cremonese, L' Ragg! delia vita fotografati. Roma 1930. (Os Raios da Vida Fotografados)
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Esta radiação é muito mais penetrante do que os raios-X e. correspondentemente mais curta em comprimento de onda. De acordo com Millikan, os raios cósmicos são da natureza das radiações eletromagnéticas, similares à luz, mas de comprimentos de ondas extremamente pequenos. Ele tem sugerido que elas talvez sejam o resultado de agregações de átomos de hidrogénio com hélio, um processo constantemente continuado no universo. Na frase pitoresca de Millikan, os raios cósmicos são o "choro de nascimento dos átomos". Ele calculou que o total da energia radiante no universo existindo em forma de raios cósmicos é 30 e 300 maior do que aquela existente em todas as outras formas de energias radiantes combinadas. É um fato cientificamente estabelecido que os raios cósmicos possuem tremenda energia, que é milhares de vezes maiores do que a de qualquer outro tipo conhecido de radiação.
A quantidade destas radiações deve ser obviamente muito maior. Sir James escreveu que "Ela deve gerar milhões de átomos em cada um de nossos corpos, a cada segundo e nós não sabemos quais serão os seus efeitos fisiológicos1".
Em uma discussão na Sociedade Real de Medicina2, foi declarado que as notas tomadas foram insuficientes sobre as condições elétricas da atmosfera que afetam os organismos humanos. Foram feitas investigações sobre os efeitos das radiações cósmicas que influenciam as mutações das espécies de insetos e as evidências experimentais disponíveis deram as bases para a correlação da periodicidade das epidemias com as radiações cósmicas.
O consenso de opiniões entre os astrofísicos favorece a visão de que os raios cósmicos são partículas carregadas em alta velocidade (elétrons, prótons, positrons, particulas-oc, etc), e é pensado que estas partículas estão associadas com alguns tipos de radiações de frequência extremamente altas.
A radiação cósmica é a mais penetrante forma de radiação conhecida por nós. Muitas expedições foram organizadas para estudar a distribuição geográfica dos raios cósmicos que parecem variar de acordo com a latitude e altitude.
Í-Sir James Jeans, "The Universe Around Us" 3rd edition, University Press, Cambridge, 1933
("O Universo ao nosso edor", 3a edição Imprensa Univesitária)
2Bntish Medicai Journal, March 7th, 1936. - (JornalMédico Britânico, 7 de março de 1936)
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O relativo poder penetrativo de diferentes raios cósmicos foram determinados enviando-se gravadores eletroscópicos automáticos a 8.839 Km de altura em aviões e até 18.288 Km de altura em balões, enquanto experimentos sob a água mostraram traços do mais penetrantes raios cósmicos em profundidades baixas como 235 metros. (Regener, 1931).
O investigador pioneiro dos raios cósmicos neste país o professor Blackett, criou um aparato em que os raios cósmicos tiram fotos deles mesmos ou de suas próprias trajetónas. As pesquisas de Blackett e Occhialim confirmaram definitivamente a existência do pósitron (antipartícula positiva do elétron). originalmente descoberto por Anderson.
As mais recentes conclusões sobre raios cósmicos1 apontam para o fato de que a maioria das partículas estão carregadas positivamente e são, provavelmente, prótons. Algumas delas têm energias de até IO.17 eletro-volts e talvez até mais. De acordo com J. G. Wilson, os raios cósmicos primários, viajando quase que em todas as direções do espaço, respondem, provavelmente por aproximadamente l/500a do total de energia do universo.
A importância particular dos raios cósmicos na ciência, além da sua energia muito alta, e seu uso prático para a investigação da estrutura atómica.
De acordo com Lakhovsky, a natureza geológica do solo modifica o campo da radiação cósmica na superfície da Terra e isto origina radiações secundárias que têm que ser levadas em consideração no fenómeno biológico. Pareceria que as radiações cósmicas têm um efeito direto sobre todas as células vivas, sendo sua função mantida pela ressonância e interferência, a oscilação natural das células saudáveis pelas neutralizadoras radiações antagonistas como aquelas liberadas pelos micróbios. Além disto, uma quantidade excessiva de radiação cósmica pode se mostrar danosa para os organismos vivos. Para remediar esta contingência, Lakhovsky criou um tipo especial de circuito oscilante que, criando um campo eletromagnético auxiliar, age com um "filtro" de raios cósmicos e protege o organismo humano contra efeitos nocivos resultantes da radiação excessiva.
!j. G. Wilson "About Cosmic Rays" Sigma Books Ltd., 1948 - (Sobre os Raios Cósmicos).
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Os resultados espetaculares obtidos com estes circuitos oscilantes por muitos médicos, em um grande número de doenças foi largamente registrados em uma monografia especial intitulada "As ondas que curam"1 à qual o leitor é referido.
Variações no campo da radiação cósmica causa um estado de desequilíbrio nas células vivas que não podem mais oscilar de acordo com a sua frequência natural. O mais recente resultado desta sequência de eventos pode mostrar-se sob forma de várias manifestações de doença, incluindo o câncer.
III. MANCHAS SOLARES
Galileu foi o primeiro investigador a estudar as manchas solares de forma científica e medindo seus movimentos, ele provou que o Sol estava girando.
Em um dos mais fascinantes trabalhos de Sir James Jeans2 soubemos que "As manchas solares são da natureza de buracos de ventilação dos quais as massas de ar quente são atiradas em velocidade fantásticas". A matéria que elas lançam são, provavelmente, uma mistura de átomos completos e fragmentos de átomos que podem incluir partículas eletrificadas de várias espécies. Elas são atiradas para fora e viajam em todas as direções, algumas delas alcançarão a Terra, e ao penetrar a sua atmosfera podem causar a revelação da Aurora Boreal. Podem, mais tarde, ionizar o ar e assim formar as camadas que refletem nossas ondas remotas de volta à Terra e possibilitar-nos ouvir as estações sem fio (remotas) à longas distâncias... As manchas solares não vêm em fluxos constantes, mas principalmente em fortes correntes de ar ou ondas, em números variando para cima e para baixo a cada onze anos aproximadamente. As manchas solares foram especialmente numerosas em 1906, 1917 e 1928 e serão assim outra vez em 1939.
No começo do décimo nono século o Senhor Willian Herschel notou
iTHE WAVES THAT HEAL - A short account of Lakhovsky's theories - by Mark Clement. True Health Publishing Company, London, 1950. - {AS ONDAS QUE CURAM, Uma curta consideração sobre as teorias de Eakhovsky)
2Srr James Jeans. "Through Space and Time" Cambridge University Press, 1934 - (Através do Espaço e do Tempo")
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que durante o período de 1650 até 1713 houve uma escassez de vegetação, julgando pelos campos normais de trigo, tinham ocorrido sempre que as atividades das manchas solares estavam baixas.
Lakhovsky considera as manchas solares com uma fonte importante de radiação cósmica. Ele tem mostrado que as curvas representando atividade das manchas solares, frequentemente de perturbações magnéticas e a aurora boreal, são fantasticamente paralelas. Ele também estabeleceu uma correlação entre as manchas solares e os anos de bons vinhos que parecem sincronizar com a máxima atividade solar.
Alguns anos atrás o Dr. Meldrum, diretor do Observatório de Mauritius, estabeleceu o fato de que o número de ciclones no Oceano Indico e a índia ocidental variaram com a área das manchas solares. A relação foi tão definida que não pôde ser considerada como acidental. Estas observações foram confirmadas por Sir Norman Lockyer, que concluiu que. não apenas as chuvas, mas também muitos outros fatores da condição física da Terra estavam conectados com o ciclo das manchas solares.
Desde então astrofísicos tem correlacionado a frequência e a intensidade das manchas solares com um certo número de fenómenos físicos, enquanto pesquisas recentes têm estendido esta correlação aos fenómenos biológicos, particularmente aqueles pertinentes à patologia humana.
O Coronel C. A. Gill1 destacou que a epidemia de malária de 1800 em diante, ocorreu num período de atividade mínima das manchas solares. Todas as epidemias de malária desde que os registros das manchas solares foram feitos tinham ocorrido em um momento em que o número de manchas solar era os mais baixos. O mesmo fenómeno tinha sido observado em conexão com a febre amarela; as epidemias do leste da Africa desde 1800 tinham também ocorrido em momentos de números mínimos de manchas solares.
Evidência maior é dada pelo Dr. Conyers Morrell2, que afirma que ondas de doenças epidêmicas cobrem consideráveis períodos e
ÍBritish Medicai Journal, March 7th, 1936. - Qornal Médico Britânico, 7 de março de 1936) 2Bntish Medicai Journal, March 14th, 1936. - (JornalMédico Britânico, 14 de março de 1936)
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exibem uma correspondência muito estreita com as fases de períodos de manchas solares. Ele aponta essas correlações estreitas por longos períodos tem ocorrido em várias doenças, notadamente a difteria, a tifo e a disenteria na Rússia e na Dinamarca, e a praga na índia.
Tchijevsky mostrou uma correspondência estreita entre a mortalidade por doenças do sistema nervoso e a curva de manchas solares, enquanto uma igualmente estreita conexão entre a frequência de ataques epiléticos e a incidência de tempestades solares foi registrada por outros investigadores.
Muitos fenómenos, tais como a abundância das colheitas, crescimento de árvores, migração de pássaros, níveis de lagos, tempestades de neve e recepção de rádio mostram uma bem marcada relação com as periodicidades meteorológicas condicionadas por ciclos solares que podem atribuir um papel importante de influência sobre a saúde e doenças nos seres humanos e animais.
O Dr. Conyers Morrell deplora o fato de que "enquanto em outros países, consideráveis avanços já foram feitos na instituição de questões na relação causal entre a atividade solar e os fenómenos terrestres, neste país este assunto muito importante e interessante tem recebido muito pouca atenção, e tem, de fato, como outras hipóteses revolucionárias, mas agora aceitas, encontraram um grande ceticismo tão inseparável do conservadorismo do questionamento científico inglês".

Nós deveremos ver, no próximo CAPÍTULO, lidando com o problema do câncer, para o qual se estende este infértil conservadorismo que obscurece a visão e priva a pesquisa em detrimento de toda a comunidade.

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